توضیحات
Brandon Sanderson's epic fantasy trilogy overturns the expectations of readers and then goes on to tell the epic story of evil overturned in a richly imagined world.
A thousand years ago evil came to the land and has ruled with an iron hand ever since. The sun shines fitfully under clouds of ash that float down endlessly from the constant eruption of volcanoes. A dark lord rules through the aristocratic families and ordinary folk are condemned to lives in servitude, sold as goods, labouring in the ash fields.
But now a troublemaker has arrived and there is rumour of revolt. A revolt that depends on criminal that no-one can trust and a young girl who must master Allomancy - the magic that lies in all metals.
A word of mouth success in the states the Mistborn trilogy has, this year, broken onto the New York Times Bestseller list. The time is ripe for its success to cross the Atlantic.
Read by Michael Kramer
(p) 2009 Macmillan Audio
جزئیات کتاب
نقدها
مشاهده همهالكتاب رائع جدا
احببت العالم و القوانين و الشخصيات و الحبكة و العقبات ... كل شيء كان ممتازا
طريقة و اسلوب الكتابة ممتع و سهل، قد تشعر بالضياع في اليداية لكن ستتوضح الامور بشكل ممتاز
لم تعجبني الترجمة جدا هناك الكثير من الاخطاء الاملائية و القواعدية، لكن بالمجمل جانت جيدة
انصح بالكتاب بشدة و اتطلع لقراءة الجزء الثاني
Brandon Sanderson, fantasy’s newest master tale spinner, author of the acclaimed debut Elantris, dares to turn a genre on its head by asking a simple question: What if the hero of prophecy fails?
این نقد حاوی اسپویلر است.
Mistborn é aquele tipo de fantasia que me lembra por que eu amo tanto o gênero. Não é só uma história sobre magia, guerras ou um mundo cheio de nomes complicados (como muitas fantasias acabam sendo). É uma história sobre pessoas quebradas tentando encontrar um lugar no mundo, sobre liberdade, sobre confiança, sobre esperança e, principalmente, sobre relações.
Eu entrei em Mistborn esperando uma fantasia com um sistema de magia interessante, mas saí completamente apaixonado pelos personagens. O mundo criado pelo Brandon Sanderson é absurdo de bem construído, mas o que realmente prende é ver aquelas pessoas vivendo dentro dele. Cada personagem tem suas dores, seus traumas, suas escolhas erradas e seus momentos de glória.
O conceito dos alomânticos é uma das coisas mais incríveis da fantasia. A ideia de pessoas que conseguem consumir metais e transformar isso em poderes é muito criativa, e eu amo como a magia não parece existir apenas para deixar os personagens “fortes”, mas como algo que influencia toda a sociedade. O próprio mundo de Mistborn parece ter sido moldado por essa magia: a estrutura do Império Final, a diferença entre nobres e skaa, a forma como as pessoas sobrevivem em um ambiente onde a esperança praticamente morreu.
E falando no Império Final: que mundo cruel. A ambientação é uma das coisas que mais me marcou. Tudo parece cinza, morto, sem vida. As cinzas caindo do céu, o medo constante do Senhor Soberano, os skaa vivendo como escravos... É um cenário que passa uma sensação de desesperança muito forte. E justamente por isso ver os personagens lutando para mudar esse mundo é tão emocionante.
A Vin é uma das minhas protagonistas favoritas. O jeito que ela começa a história, sendo uma garota desconfiada, traumatizada e que acredita que ninguém realmente se importa com ela, e a forma como ela vai mudando é lindo de acompanhar. Ela passou a vida inteira acreditando que precisava sobreviver sozinha, que confiar nas pessoas era uma fraqueza, e aí ela encontra uma família.
E acho que essa é uma das maiores forças de Mistborn: a relação entre os personagens.
O grupo do Kelsier não parece apenas uma equipe de ladrões planejando uma revolução. Eles parecem uma família encontrada. Cada integrante tem uma personalidade muito forte, mas juntos eles funcionam de uma forma maravilhosa.
Kelsier é um personagem que eu amo e odeio ao mesmo tempo. Ele é carismático, inteligente, engraçado e tem uma presença absurda. Ele consegue inspirar pessoas que já desistiram de tudo. Mas ao mesmo tempo ele é extremamente complexo, porque existe uma escuridão nele. A vingança contra o Império e contra os nobres molda muito quem ele é. Ele é um símbolo de esperança, mas também é alguém consumido pelo próprio objetivo.
E a morte dele foi uma das maiores pancadas da trilogia.
Porque não é só a morte de um personagem importante. É a morte do símbolo que estava segurando todos juntos. O Kelsier era aquela figura que fazia todos acreditarem que era possível vencer. Quando ele morre, fica aquela sensação de “e agora?”. Como continuar uma revolução sem o homem que começou tudo?
E eu amo como o livro trabalha esse sentimento.
A morte dele não apaga o personagem. Pelo contrário, transforma ele em algo ainda maior. O legado do Kelsier passa a ser mais importante do que a própria pessoa. Ele deixa uma ideia, uma chama, uma inspiração.
Mas se tem uma relação que eu amo absurdamente é a da Vin com o Elend.
Eu gosto muito de como o romance deles não acontece de uma forma apressada. O Elend não chega como aquele personagem perfeito que salva a protagonista. Ele é alguém diferente, alguém que faz a Vin questionar tudo que ela aprendeu sobre nobres. Ele mostra para ela que nem todo mundo é igual, que existem pessoas tentando fazer o certo mesmo dentro de um sistema completamente errado.
E a Vin também muda o Elend. Eles crescem juntos. Eles não são apenas um casal colocado ali para existir um romance; eles influenciam as decisões, os pensamentos e a evolução um do outro.
A relação deles é uma das minhas favoritas porque é muito sobre aprender a confiar. A Vin passou a vida achando que seria abandonada, que ninguém ficaria por ela, e ver ela encontrando alguém que escolhe ficar é muito bonito.
Também amo muito o Sazed, que diga-se de passagem é o meu favorito.
Ele é um daqueles personagens que parecem tranquilos no começo, mas carregam uma profundidade gigantesca. A forma como ele busca conhecimento, como ele guarda culturas e religiões perdidas, faz ele ser uma das partes mais interessantes do universo. E o arco dele no final da trilogia é simplesmente devastador.
Porque Mistborn não tem medo de machucar seus personagens.
E isso é uma coisa que eu respeito muito.
As mortes não acontecem só para chocar. Elas têm peso. Elas mudam os personagens e mudam o mundo.
O final da trilogia é uma das coisas mais ambiciosas que eu já li em fantasia. Quando todas as peças começam a se encaixar, quando descobrimos a verdade sobre o Senhor Soberano, sobre a Profundeza, sobre o que realmente estava acontecendo, é aquele momento em que você percebe que o autor planejou tudo.
E o maior choque para mim foi descobrir a verdade sobre o próprio Senhor Soberano.
Porque durante toda a história ele é apresentado como o grande vilão absoluto, o monstro que oprimiu o mundo por mil anos. Mas quando descobrimos toda a história dele, percebemos que ele não era simplesmente uma figura maligna. Ele era alguém que tentou impedir algo pior, alguém que fez escolhas terríveis tentando salvar o mundo.
Isso não justifica tudo que ele fez, mas deixa o personagem muito mais interessante.
E é isso que Mistborn faz muito bem: ninguém é completamente simples.
Os heróis têm falhas. Os vilões têm motivos. As escolhas têm consequências.
O terceiro livro, O Herói das Eras, especialmente, me destruiu. A forma como tudo se conecta, como as profecias, os mistérios e os detalhes pequenos dos livros anteriores ganham significado, é maravilhosa. E o destino da Vin e do Elend foi uma mistura de tristeza e beleza.
Eu sofri? Muito.
Eu queria outro final? Talvez uma parte de mim queria que eles tivessem uma vida tranquila depois de tudo.
Mas ao mesmo tempo eu acho que combina com a história. Eles não eram personagens que estavam lutando apenas para sobreviver. Eles estavam lutando para criar um mundo melhor, e o final deles representa isso.
Mistborn é uma fantasia sobre sacrifício. Sobre pessoas que dão tudo de si para que outras possam ter uma chance.
No fim, o que mais ficou comigo não foi apenas a magia, as batalhas ou as reviravoltas. Foi a sensação de ter acompanhado uma família. Pessoas que começaram como desconhecidos e terminaram mudando o mundo juntos.
Eu amo Mistborn porque ele consegue ser épico e íntimo ao mesmo tempo. Ele tem grandes guerras, deuses, poderes absurdos e acontecimentos que mudam o universo, mas no centro de tudo estão pessoas tentando amar, confiar e encontrar um motivo para continuar.
É uma fantasia que me marcou muito e uma das minhas favoritas do gênero.