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Descrizione
„Ursula Le Guin ramane de neintrecut cand vine vorba despre subtilitate si gratie si gaseste mereu forme noi si surprinzatoare in care exprima adevaruri profunde, deghizate cu ajutorul imaginatiei.“ - Library Journal
Ursula Le Guin a gasit formula magica pentru a trece granita subtire dintre fictiunea speculativa si literatura mainstream. Dupa seria Dune a lui Frank Herbert si romanul Sfarsitul copilariei al lui Arthur C. Clarke, Mana stanga a intunericului a deschis noi orizonturi, a pus intrebari tulburatoare, a sfidat granitele dintre SF si fantasy. si mai ales a inventat tinuturi de vis, care fascineaza ratiunea si imaginatia.
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Recensioni
Visualizza tuttoQuando eu peguei este livro, pelo nome, imaginei que seria uma outra distopia aos moldes de 1984, do George Orwell. Ledo engano! A mão esquerda da escuridão é um livro de ficção, publicado em Janeiro de 1969. Se esta informação não estivesse disponível de pronto, jamais seria capaz de imaginar que não se trata de uma obra escrita nos últimos anos. Talvez a única dica que essa história dê de sua época esteja em fazer parte da fixação da época em olhar para o universo, como fizeram Jornada nas Estrelas (Star Trek), Guerra nas Estrelas (Star Wars), Duna (Dune) e outros. Este livro contém a melhor introdução que eu já li na vida. Uma reflexão da autora, Ursula, sobre o próprio ofício. Afinal, o que é ser um escritor? Uma metalinguagem bem pensada e deliciosa de se ler. Ele também é a quarta parte de uma sequência de livros maior, “Hainish Cycle”, em inglês, ou Ciclo de Hainish em tradução livre, mas que pode ser lida em qualquer ordem, já que o que os torna uma série são o mundo fictício compartilhado onde as histórias se passam. O livro conta a jornada de Genly Ai, um enviado do Ekumen, uma grande liga interplanetária que busca identificar e criar uma rede de comunicação entre planetas povoados por civilizações humanas, em Winter (Inverno) ou Gethen, como chamam os nativos, um planeta extremamente frio, localizado em um dos extremos do universo. Em Gethen, embora seus habitantes sejam humanos, eles possuem uma peculiaridade: eles não têm um gênero definido. Todos têm características masculinas e femininas, e que durante o ciclo de reprodução, dependendo dos pares que encontram, desenvolvem aparelho reprodutor feminino ou masculino. Ou seja, podem ser tanto pais quanto mães de seus filhos, dependendo do ciclo de reprodução em que os conceberam. Isso tem consequências gigantescas na forma como o povo interage, se organiza, desenvolve sua cultura, traduz o mundo. Um exemplo, é que Genly, por ser um homem, como conhecemos, é chamado de “pervertido”, por estar sempre no seu momento sexual. A riqueza descritiva de Ursula faz com que você se sinta presente durante toda a jornada de Genly, suas preocupações e sentimentos enquanto se adapta àquela realidade. No entanto, os elementos de aventura não estão lá na maior parte do tempo. A forma como as civilizações se organizaram, e talvez por isso o caminho que o protagonista toma não traz outra emoção além da precaução e do medo. De alguma forma, lendo, você também se sente introduzido a Gethen, mas uma grande oportunidade perdida da história é em não introduzir o Ekumen, Hain ou qualquer experiência passada de Genly. Você não descobre por que ele está ali, o que o inspira e o motiva. Mas você é capaz de ter essa profundidade nos coadjuvantes Estraven, Ashe, Obsle, Faxe, Argaven. Outra sensação constante durante a leitura é a de introdução de palavras do dialeto Getheniano que simplesmente não são explicadas ou elaboradas: Shifgrethor, Handdarata, Yomeshta, Kyorremy são exemplos de termos que aparecem durante a história, e que são pouco explicados ou que te permitem entender o significado apenas nas entrelinhas, por contexto. Termino o livro com a sensação de que Ursula, ao exercitar os limites da sua literatura, torceu o cenário e ambiente como os grande protagonistas da mão esquerda da escuridão, e reduziu sua história ao plano de fundo que guia o leitor por Gethen/Winter.