설명
A paixão pelo conhecimento se entrelaça com a atração inesperada, levando-os a perceber que suas diferenças podem ser o ponto de partida para algo mais profundo. Entre experimentos e teorias, eles devem decidir o que realmente importa: o sucesso profissional ou um amor que desafia todas as expectativas.
책 세부 정보
리뷰
모두 보기É um livro gostoso de ler, o ritmo é excelente, sentir raiva da Elsie algumas vezes, mas tirando isso, é marav!!
Amor, Teoricamente foi um livro que me surpreendeu de formas positivas e negativas. Eu comecei a leitura com expectativas altíssimas porque só ouvia elogios na internet. Muita gente dizia que esse era o melhor livro da Ali Hazelwood e que Jack Smith-Turner era um dos melhores mocinhos dos romances atuais. Então fui esperando encontrar um novo favorito. Não aconteceu.\n\nO maior destaque do livro, sem dúvida, é Jack Smith-Turner. Entendo completamente por que tanta gente gosta dele. Ele é inteligente, extremamente atencioso, respeitoso, paciente, maduro e sempre parece saber exatamente o que fazer ou dizer. Mesmo quando toma decisões questionáveis, como sua posição em relação à física experimental, o livro constrói justificativas que tornam suas atitudes compreensíveis. É um personagem muito bem escrito.\n\nAo mesmo tempo, acho que esse é justamente um dos problemas da história. Jack é perfeito demais. Quase não possui defeitos e, quando possui, eles sempre têm uma explicação convincente. Durante toda a leitura eu pensava: esse homem simplesmente não existe. Funciona muito bem na ficção, porque ele é o sonho de qualquer leitora, mas é impossível enxergá-lo como alguém real. Ele é bonito, gentil, inteligente, paciente, emocionalmente maduro e parece lidar com absolutamente tudo da melhor forma possível. Até quando erra, continua parecendo perfeito. É claramente um personagem escrito para representar o parceiro ideal.\n\nEnquanto Jack concentra praticamente todas as qualidades, Elsie Hannaway acaba ficando com quase todos os defeitos. No começo consegui entender suas inseguranças. Faz sentido considerando sua profissão de professora substituta e o trabalho paralelo como namorada de mentira, onde ela passa tanto tempo adaptando sua personalidade às expectativas dos outros que acaba perdendo a própria identidade.\n\nO problema é que essa característica, que inicialmente era interessante, vai ficando cansativa. Elsie reclama muito, questiona tudo e vive insegura, inclusive quando Jack demonstra inúmeras vezes que gosta dela. Em vários momentos tive a impressão de que ele deixava de ser seu namorado para virar praticamente seu terapeuta. Ele faz de tudo para entendê-la, conhece cada detalhe da vida dela, tenta acolhê-la o tempo inteiro, enquanto ela continua presa aos mesmos medos.\n\nIsso me incomodou bastante porque não senti uma evolução significativa da protagonista. Mesmo no epílogo, meses depois de os dois estarem juntos, ela ainda demonstra muitas das mesmas inseguranças do início da história. Claro que pessoas não mudam da noite para o dia, mas eu esperava perceber um crescimento mais evidente.\n\nOutro ponto que me desanimou foi o ritmo da narrativa. Os protagonistas ficam juntos relativamente cedo e, depois disso, boa parte do livro se resume ao desenvolvimento do relacionamento. Só que, para mim, esse desenvolvimento acabou ficando repetitivo. Em muitos momentos senti que a história estava parada.\n\nTambém achei o livro extremamente acadêmico. Toda a discussão envolvendo o ambiente universitário, as disputas entre física experimental e física teórica e a política dentro da universidade ocupa bastante espaço na narrativa. Como não sou dessa área e ouvi o livro em formato de audiolivro, várias explicações acabaram passando sem que eu realmente entendesse. Sei que isso foi uma escolha consciente da Ali Hazelwood, que comenta no final do livro que queria usar o universo acadêmico como parte essencial da história, mas, para mim, isso tornou a leitura mais arrastada.\n\nAs cenas de romance também não funcionaram tão bem quanto eu esperava. Existem várias cenas hot, mas, curiosamente, não senti tanta química entre Elsie e Jack. Eles funcionavam melhor nas conversas do que nos momentos românticos. Faltou aquela tensão que faz o casal parecer inesquecível.\n\nUma surpresa foi encontrar Olive Smith e Adam Carlsen, protagonistas de A Hipótese do Amor, fazendo uma participação na história. Eu esperava ficar muito animada com esse crossover, mas aconteceu justamente o contrário. Não consegui enxergar os dois como os mesmos personagens do outro livro. Pareciam apenas pessoas diferentes com os mesmos nomes. Não sei se isso aconteceu porque demorei para ler um livro depois do outro ou porque a participação deles realmente me pareceu um pouco forçada.\n\nNo fim, Amor, Teoricamente não foi uma leitura ruim, mas também passou longe de ser tudo aquilo que eu esperava. Saí da história com a sensação de que Jack carregou praticamente o livro inteiro nas costas. Se não fosse por ele, minha nota provavelmente seria ainda menor.\n\nMinha nota é 3,5 estrelas. E, sinceramente, acho que essa nota já é bastante generosa.