책 세부 정보
설명
V.E. Schwab, autora best-seller número 1 do New York Times, em uma história sinistra e original sobre o lugar onde o mundo se encontra com as sombras, e sobre a jovem que é atraída para lá. Uma mistura de O jardim secreto com Crimson Peak, é a leitura perfeita para fãs de Holly Black e Neil Gaiman.
Olivia Prior sempre sonhou em ter uma família que se importasse com ela. Mas, em vez disso, ela está confinada na Escola Merilance para Garotas Independentes, com as suas governantas severas e com as outras alunas que a excluem por ser muda. Sua única fonte de conforto é o diário deixado pela mãe que nunca conheceu, com o qual consegue ter lampejos de uma vida desconhecida.
Quando recebe uma inesperada carta de um tio, Arthur Prior, convidando-a para morar com ele na Mansão Gallant, Olivia imediatamente agarra a oportunidade. Porém, ao chegar em Gallant, ao invés de uma recepção calorosa, a garota é recebida com espanto. Além do mais, todos parecem viver com medo, e ninguém quer explicar o motivo para Olivia. Decidida a não abrir mão da família recém-descoberta, a jovem terá que desvendar, e enfrentar, os mistérios que envolvem como uma névoa a Mansão Gallant.
리뷰
모두 보기"Por toda a sua vida, Olivia se perguntou como seria a sensação de ter uma família. E agora ela sabe.”
Olivia Prior mora em Merilance, Escola Merilance para Garotas Independentes. Um lugar cinza e desagradável, cheio de pessoas rudes e desagradáveis. Ela não se lembra de uma vida antes de lá, e tudo que têm de antes é um diário que sempre lhe rendeu mais perguntas do que respostas. Olivia faria de tudo para encontrar um lar onde fosse amada e querida, mas isso parecia um sonho impossível. Até que uma carta endereçada a ela, chega em Merilance. Uma carta de seu tio, Arthur Prior, chamando-a para casa.
Uma palavra que resume esse livro perfeitamente bem é agridoce. A história, a forma como é contada, os personagens, tudo remete à agridoce. Considero essa uma das belezas da escrita da Victoria Shwab — mesmo que eu tenha terminado o livro desidratando de tanto chorar. O jeito como ela escreve aqui é algo lindo de ler, ela descreve cenários e sensações com uma habilidade sem igual. Nós sentimos a atmosfera densa de Merilance e Gallant o livro inteiro, mesmo em momentos mais tranquilos ainda dá pra sentir que tem algo errado, um sentimento pesando no peito. É mágico. De um jeito um tanto tenso, mas é. Sou apaixonada por essa mulher desde que li Vilão pela primeira vez, e em Mansão Gallant eu me apaixonei mais uma vez.
Eu amei tanto Olivia, Matthew, Edgar e Hannah. Olivia é tão cheia de personalidade, tão viva e real que foi quase como se ela estivesse do meu lado. E, nossa, o Matthew, desde a primeira aparição dele eu sabia que ele seria meu favorito — Sempre gostei mais dos quebrados e melancólicos —, mesmo quando ele era um babaca com a Olivia, sempre dava pra ver que ele não estava agindo daquele jeito por maldade, que tinha uma ferida profunda nele. O jeito como eles foram, em poucos dias, se tornando a família da Olivia foi lindo. Só os deuses sabem o quanto eu imaginei e torci por um final em que Matthew aprendesse linguagem de sinais e passasse as tardes alternando entre cuidar do jardim e ensinar Olivia a tocar piano. Acho que essa esperança só fez com que saíssem mais lágrimas de mim no final.
Também gostei muito de como a autora desenvolveu a trama e os personagens. Como comentei antes, é agridoce, no sentido de como faz o leitor se sentir. Victoria Shwab não tem pressa de contar a história, não se apressa em deixar pistas e nem para responder perguntas, prende a gente até o final sem esforço. E no fim, ela amarra todas as pontas soltas, responde até as perguntas que a gente não sabia que tinha.
As últimas páginas do livro foram as mais agridoces, na minha opinião, não houve o clássico final feliz, teve uma vitória que deixou cicatrizes, e assim como a história de Olivia nos lembra, a vida é um ciclo. Saímos de um lugar e depois voltamos para ele. O muro de Gallant ainda está lá. O mestre da casa permanece lá. Olivia começou a ser assombrada por pesadelos, tal qual os Prior que vieram antes dela. É cíclico.
A autora nos traz um pouco de conforto ao lembrar que Olivia não está sozinha. Ela tem Hannah, Edgar, o espectro da mãe, que olha por ela, tal qual o espectro de Arthur olhava por Matthew. E ele também permanece com ela, mesmo que silencioso e intocável. A ensinando a tocar piano.
Eu li as últimas frases desse livro um milhão de vezes, jamais imaginei que iria chorar tanto quando fosse ler o contexto em que estavam inseridas. Nunca mais vou olhar pra um piano da mesma forma.
Mansão Gallant é um livro que merece ser lido, apreciado e degustado de todas as formas possíveis. Me tocou de uma forma tão cruel e gentil que eu jamais conseguirei esquecer dessa história e do sentimento que me trouxe. Deem uma chance, vale a pena.