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Bekijk AllesHá livros que lemos. E há livros que são uma viagem.A Ilíada foi, para mim, uma dessas viagens.Quando comecei, sabia naturalmente que estava perante uma das obras maiores da literatura. Mas saber isso é muito diferente de experimentar a obra. Ao longo dos vinte e quatro cantos, fui descobrindo que a Ilíada é muito mais do que a história de uma guerra ou de um herói. É uma obra sobre a ira, a honra, o orgulho, a perda, a amizade, o destino e, sobretudo, sobre a condição humana.Aquiles foi talvez o personagem que mais me marcou, precisamente porque nunca é uma figura simples. A sua grandeza e a sua violência, a sua humanidade e a sua brutalidade convivem constantemente. Mas também Heitor, Príamo, Pátroclo, Odisseu, Agamémnon e tantos outros foram ganhando uma dimensão que dificilmente teria alcançado numa leitura apressada.E depois há os deuses.Foi particularmente interessante perceber como Homero coloca deuses e homens num mesmo palco, interferindo continuamente uns na vida dos outros. Por vezes parecem mover as peças do jogo; outras vezes, limitam-se a assistir, escolher lados ou cumprir aquilo que parece já estar determinado. E, apesar da sua presença constante, são os homens que sofrem as consequências.Uma das coisas que mais me impressionou foi perceber quanto daquilo que hoje reconhecemos como profundamente humano já estava aqui, há quase três mil anos: o desejo de reconhecimento, o medo da morte, a necessidade de deixar uma memória, o luto, a amizade, a cólera, a vaidade, a compaixão.Mas esta não foi uma leitura fácil. Há episódios violentos, genealogias, nomes e acontecimentos que exigem atenção. E foi precisamente por isso que decidi lê-la devagar, canto a canto, parando para compreender melhor o que estava a acontecer. Esse acompanhamento mudou completamente a experiência de leitura. Em vez de tentar simplesmente chegar ao fim, fui aprendendo a perceber a obra.E chegar ao último canto teve um peso especial.Depois de tanta violência, Homero termina não com a queda de Tróia, nem com a vitória dos Aqueus, mas com o funeral de Heitor. É uma escolha extraordinária. A guerra continua por acontecer fora destas páginas, mas a Ilíada termina com um pai a chorar o filho.Talvez seja essa uma das maiores forças da obra: depois de nos mostrar heróis, deuses, batalhas e feitos extraordinários, Homero acaba por nos devolver ao que existe de mais simples e mais humano, a dor de perder alguém.Termino esta leitura com a sensação de ter vivido uma enorme aventura literária. E também com a consciência de que uma obra destas provavelmente não se lê apenas uma vez. A primeira leitura foi uma descoberta; uma próxima será, inevitavelmente, outra coisa.Que privilégio ter podido fazer este caminho.
I nearly gave this book 3 stars as the amount of fighting was just hard to focus on which I never thought I'd ever say but what saved it was how entertaining the constant side switching of the Olympians was.The insults hurled at each other were hilarious and at times I forgot I was reading a book (or books) from over 2500 years ago albeit a modern translation of said book.Although I knew of the characters in this book such as Achilles, Hector, Agamemnon, etc. I didn't realise just how much involvement the gods had in the Trojan war. I also didn't realise that Achilles spends 80% of the book sulking inside his tent which in itself made me laugh.Overall it was entertaining and I'm somewhat looking forward to reading The Odyssey now.
It really peters out at the end, and it is strange that Achilles's death isn't in the book, since that part of the story is so iconic.