Book Details
Format
Paperback
Pages
118
Language
Portuguese
Published
Jan 1, 2018
Publisher
In-Libris / Paim Bookhouse Gallery
Description
A existência de um organismo, de uma sociedade ou de um tipo poderia reduzir‑se à sua mera corporalidade. Poderia! No entanto, só a essência o completa. InPico é! É, como revelaria firmemente o sujeito, “[c]asa, morada de afectos; palco principal”. É a obra gerada simbioticamente do poder lávico e telúrico de terra e palavra, irmanadas, e o título, porta entreaberta para o seu interior faustoso, convida o leitor a aventurar-se casa adentro, ilha adentro, montanha acima. Deslizamos no ritmo sincopado das frases e assistimos ao processo metamorfoseado da construção artística, pois “[p]edra sobre pedra, a casa enforma-se – argamassa dos dias –, erigida com arte.”
(...)
Se José Efe oferece ao leitor a palavra como fonte de vida e de representação, na adjectivação categórica e pictórica, nas personificações omnipresentes, ou nas metáforas que deslizam, embaladas pelo sentido conotativo e plurissignificativo dos vocábulos vincados, num oceano de cor, sentidos e estímulos, Judy Rodrigues ilustra a essência da paisagem, num jogo abstracto em que imagem e mensagem se mesclam, reduzindo ao essencial a poética da ilha, a poética da montanha, em traços rudes e sublimes, porque também eles simbólicos. Em “Atalho”, impoluído texto “porque impoluído” é o ar leve da ilha e porque nesta foi ele construído, revela o sujeito que na “casa dos livros”, a casa-albergue de todos os sonhos, a Paim Bookhouse, “[l]iteratura, música e pintura” vivem uma “união sem pruridos”. Assim ocorre, também, com esta obra que retrata a existência e a permanência insular com perplexidade e encanto, com ingenuidade extasiada. A obra oferece-nos a universalidade sorvida das gotas de orvalho pendentes sobre os muros de pedra anosa.
(...)
Numa só palavra, InPico é Arte.
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Se José Efe oferece ao leitor a palavra como fonte de vida e de representação, na adjectivação categórica e pictórica, nas personificações omnipresentes, ou nas metáforas que deslizam, embaladas pelo sentido conotativo e plurissignificativo dos vocábulos vincados, num oceano de cor, sentidos e estímulos, Judy Rodrigues ilustra a essência da paisagem, num jogo abstracto em que imagem e mensagem se mesclam, reduzindo ao essencial a poética da ilha, a poética da montanha, em traços rudes e sublimes, porque também eles simbólicos. Em “Atalho”, impoluído texto “porque impoluído” é o ar leve da ilha e porque nesta foi ele construído, revela o sujeito que na “casa dos livros”, a casa-albergue de todos os sonhos, a Paim Bookhouse, “[l]iteratura, música e pintura” vivem uma “união sem pruridos”. Assim ocorre, também, com esta obra que retrata a existência e a permanência insular com perplexidade e encanto, com ingenuidade extasiada. A obra oferece-nos a universalidade sorvida das gotas de orvalho pendentes sobre os muros de pedra anosa.
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Numa só palavra, InPico é Arte.